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não sou mais suicida

O título desse texto chega a ser irônico se alguém ligar o fato que o suicida geralmente não admite que é suicida. Porém, no meu caso, posso afirmar que faz um longo tempo desde a última vez que senti vontade de morrer. Na verdade, de tirar a minha própria vida. Morrer às vezes dá muita vontade sim. Eu não sei o que aconteceu nesse um ano e meio sem escrever. Algumas e poucas notas no celular, mas nada muito elaborado além de leves pensamentos diários. Eu aprendi a ver a vida com outros olhos e a me guiar pelos mesmos. Aprendi que a vida não era só aquilo que existia na minha cabeça. Aprendi que mesmo com todos os sofrimentos da vida, a gente ainda encontra motivos para genuinamente sorrir. Aprendi que sou tão pequena em relação ao mundo, eu me importava tanto se alguém ia comentar algo de mim. Hoje em dia eu só faço o que eu quero e falo o que eu desejo falar. Meu interior está se remendando aos poucos. Eu voltei a ver coisas boas no meio de turbulências, então tanta coisa boa acontec...

m.o.m.

Não sei o que há dentro de mim, mas é algo forte o suficiente para fazer tudo desmoronar em segundos. Saudade que não cabe mais em mim. Esperança de um dia eu acordar e poder vê-la novamente. Dor por ainda não saber viver sem ela. Gratidão porque mesmo longe, eu sou grata por ter vividos todos esses anos com ela. Talvez seja a mistura dos sentimentos, talvez eu não saiba lidar com nenhum. Gostaria que vendessem esses tipo de guias em livrarias, porém mesmo lendo-os talvez não melhorasse. Nada melhora, apenas tenho que aprender a lidar. Lidar. Lidar com o quê? Com o vazio? Como se lida com nada? Porque a cada dia que eu acordo e não posso dizer o quanto a amo é como se não fizesse sentido. Não sei mais o que sentir ou deixar de sentir. Fingindo estar bem como sempre estou, minha especialidade. Não deixe transparecer, Gabriella.

Luta?

Às vezes o vazio volta. Talvez nunca tenha desaparecido... É o que dizem "nada é apagado, deletado ou perdido e sim, esquecido". Gostaria que tivesse desaparecido, pois quando ele aparece, a dor é maior e eu fico dilacerada. Não demonstro o que sinto, geralmente. Sempre escondo tudo com sorrisos e brincadeiras. Só que nem sempre eu consigo usar minha máscara, nem sempre eu consigo respirar com a máscara da felicidade me sufocando, nem sempre os meus músculos faciais respondem ao meu pedido. É como se eu estivesse me sabotando. Será que a minha luta existe? Ou só é algo da minha cabeça? Pois não há ninguém para lutar contra, além de mim. Eu versus Eu mesma.

relatos

Engraçado como a vida nos prega peças. Eu, que raramente demonstro qualquer tipo de interesse por outra pessoa, me deixei levar. Acabei decepcionada. Estar em uma situação na qual não sabia reagir, não sabia o que fazer além de fugir dali, como sempre acabo fazendo. Não sei o que me espera, mas talvez não tenha sido um bom começo. Logicamente que não significa que tortuosos começos não terminem em algo incrível, porém meu medo é maior. Toda as vezes, eu quebrei a cara. Na maioria, a culpa foi minha, admito. Sou eu quem censura ou "quebra o ritmo". Não sirvo para esse tipo de coisa, eu realmente acredito nisso agora. Não posso esperar que algum milagre aconteça ou que eu mude. Ah, como seria bom ser menos livre de mim mesma. Eu sou tão presa ao que eu não sou que eu esqueço de pensar no que eu sou. Não sou idiota, mas pareço ser. Por quê? O medo de mostrar totalme...

Let Me Fly Away From Here

As pessoas podem olhar para nós, mas não nos enxergam. É difícil escrever o quão frustrante é saber que você está sozinho no mundo, é inevitável pensar que todo mundo tem sua própria vida e que mesmo que, num instante, a vida nos separe dos nossos amigos e familiares, todos irão continuar seguindo a vida sem você. Porque a vida é de quem a vive, não de quem a troca por qualquer artifício de sobrevivência.  A pergunta que eu venho me fazendo é: Afinal, eu ainda estou sobrevivendo? Não sei mais quem eu sou, talvez eu nunca tenha descoberto. Eu só sei que quero viver, mas viver do meu jeito e com projetos de realização dos meus sonhos. Não aguento mais ser apenas uma garota que sofreu isso e passou por isso, não posso ser definida dessa forma. Não serei. Talvez seja a hora de abrir as asas e finalmente voar, ser livre e me encontrar. O que eu quero já tem nome: minha identidade.
"Talvez fosse verdade o que falam por aí: "A cada porta que se fecha, uma janela se abre". Depois de passar pelos piores momentos da minha vida, eu finalmente encontrei uma saída. Um recomeço (...)"

Dois mil e?

Cansada de só sentir tristeza. Meses inteiros sentindo um vazio sem fim, como um buraco negro. Poucos momentos me dão um sorriso sincero ou até mesmo uma gargalhada. Esses momentos foram tão raros que hoje em dia, eu não tento mais alcançá-los. É como se eu estivesse me perdendo, minha essência estivesse sendo lentamente derramada em um rio, assim como soltam no ar as cinzas um morto... Na realidade, talvez eu nem tenha me encontrado e já esteja me perdendo. Seria minha vida uma versão reversa do ciclo natural? E o que posso fazer para contornar isso? Eu só sei que não aguento mais tanta pancada. Os prazeres que tive na vida foram materiais ou momentos únicos como shows e um local especial de uma viagem qualquer, mas nada integralmente meu. Nada que eu possa dizer que eu tenho experiência e posso viver feliz com aquilo, nada que eu tenha descoberto. Nada. Talvez eu seja apenas um rabisco e meu dever só seja ser uma sombra ou até mesmo os pares de olhos extras das pessoas. Porque até ag...