Eu talvez não seja a melhor pessoa do mundo para receber coisas boas sempre. Tento ser feliz da minha maneira, mas parece que nunca é o bastante. Eu sempre volto para o início da caminhada, onde estão todos os meus medos e frustrações. Eu tento sempre esconder minhas lágrimas com sorrisos e risadas. Ninguém é obrigado a saber o que eu sinto ou pelo que eu passo. Na verdade, queria eu saber o que eu sinto, pois nem isso eu sei. Só sei que ao mesmo tempo que sinto que tudo está caminhando bem, o buraco em mim aumenta, o vazio na minha alma cresce. Às vezes acho que não posso confiar em ninguém, porque afinal, nesse mundo é cada um por si só. Apesar de acreditar em anjos, eu não sei se eles acreditam em mim de volta. Minha mãe me ensinou que para alguém acreditar em você um dia, primeiro deve-se acreditar em si mesmo. A grande dúvida seria em que acreditar, acreditar que eu sou boa o suficiente? Clichê. Acreditar que eu posso vencer desafios? Muito livro de auto ajuda. Acreditar em quê? A cada dia eu tenho uma nova crise existencial, como se eu estivesse aqui só para aumentar o número de pessoas no planeta, como se eu realmente não tivesse um significado. Analisando, para que serve viver, se esforçar e tudo mais se vamos morrer um dia? Talvez a gente morra de um dia para o outro. Alguém já parou para pensar o quanto isso é perturbador? O quanto é insano pensar assim? Pois é, eu já. O que faz com que meus pensamentos se misturem e eu não ache saída. Ainda estou procurando soluções para as crises, se alguém quiser me dizer como pensar, estou de mente aberta.

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